quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Além do horizonte

Triste te saber tão distante que meus olhos não lhe possam alcançar
Tão longe que um toque seja impossível de se concretizar
Dizem-me que a distância é apenas física, mas eu duvido
Ao longe, no horizonte, muita coisa perde o sentido

Esquece-se facilmente daquilo que foi, passou, deixou de ser
Imagine o que será daquilo que nem chegou a acontecer
Restam-me as lembranças do mútuo desejo de se encontrar
E dos alegres passeios que não demos à beira-mar...





segunda-feira, 17 de outubro de 2011

De quando em vez


Às vezes volto atrás em meus escritos
Reviro minhas memórias de modo aflito
Incluo, excluo, recorto, floreio, edito
Vou e volto ao mesmo tempo em que fico
Tentando não deixar o dito pelo não dito
E tanto mais altero quanto mais reflito
Digo isso tudo e sei que até complico
Talvez até agrave as partes que mais explico

Ainda assim, quem se identifique em letras como as minhas
Talvez encontre a própria história ali nas entrelinhas...

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Do seu lado

As coisas nunca são como gostaríamos que fosse. Fato.
São piores ou melhores, mas nunca na medida exata do nosso desejo. Encomendar nossas caras expectativas ao Acaso é nisso que dá...
Não se deixe abater pelo escárnio alheio.
Incompreensão é algo que quase sempre acontece, principalmente se você se propõe a agir de modo minimamente diferente.
Eles se dizem seus amigos, mas não sabem quem você é.
Não entendem que a dor que infligem a ti é quase insuportável.
Não se atentam que mesmo involuntariamente, o machucam.
Deixe-os ir. Esqueça-os.
Ainda assim, tenha compaixão por eles; são incapazes de entender o outro, o que os impossibilita de entenderem a si mesmos.
Ao passo que eu, bem, estou sempre ao seu lado. E quando eu não estiver, me procure em suas lembranças...
Assim passo a estar contigo, mesmo quando não estou.


Quietude

Não é a escassez de palavras que silencia minha voz...
É a certeza antecipada da incompreensão das mesmas que mantém meu silêncio.
Decerto tais palavras não encontrarão eco, visto que nunca encontraram até aqui.
Irão de encontro ao surdo muro da indiferença, reverberando novamente até mim.
Sigo obstinadamente em frente, de qualquer forma.

E não falo nada. Nunca.

domingo, 11 de setembro de 2011

Encontro

Na chuva, eu corria, sob marquises me escondia
Você andava tranquilamente sob a água que caía
De súbito, um tropeço, um esbarrão
Nos encontramos
Você me olha nos olhos e estende-me a mão
Um convite mudo e irrecusável
Impossível dizer não... então juntos caminhamos

Já não me incomodo em me molhar
Nem em qual direção seguir
Se tenho você para me acompanhar
Apenas quero ir


quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Words? I don't need them

Sometimes words are unnecessary
Acts show us what we should know
Some words can hide lies
Acts can’t hide anything

domingo, 4 de setembro de 2011

Saudade de minhas meninices...


Em pequena, no saudoso balanço
Subia e descia, não caía por um triz!
Quisera , como outrora,
Assim brincar de ser feliz
Sorrir à revelia do perigo
E de mamãe ganhar um beijo
Na pontinha do nariz